sexta-feira, 13 de março de 2009

Chineses, castanholas e chocolate

Inevitável não se sentir como uma criança. Ando pelas ruas compro pão, chocolates, castanholas - hoje comprei castanholas e comecei a praticar - jamaicanos no Retiro, com sotaque indecifrável, me perguntam : Está procurando por alguém? - não estou só passeando... eles riem. Paquistaneses fazem sinal de cigarros - não tenho... eles riem.
Mas nenhum deles ri mais do que eu, dos velhinhos nas bicicletas ergométricas/banco de praça, das meninas tããão maquiadas, chineses, as tartarugas em Atocha, da vida, da gente, da pressa, do calor que aumenta e os enormes casacos que trouxe e já não são mais necessários. Mas na sexta feira só se trabalha até a hora do almoço, que é às 3 da tarde.
Olho tudo, toco, mexo, pergunto - picoletos? - sorrisos amistosos e miradas raras mas a minha sede de perguntar e andar pela rua não tem fim.
O Prado, grão de bico, mas tudo nesse país leva tomate? Espaguetti com pão? Meu reino por um Perfex. E por um chuveiro preso em cima. Hippies, ocupas, punks, pijos, gente rica, muito rica, mendigos na rua, com todo o frio que faz a noite. Cerveja, cidra e cigarros por todos os lados, mas tudo com muito jamón.

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Caqui

Quer caqui? Me disse enquanto me estendia a tijela. Assenti displicentemente e peguei o menor. De repente me lembro. Não sei quando vou voltar a comer um caqui? E aquela ação tão corriqueira tomou a proporção de um ritual religioso. Cortei-o ao meio e afundei os dentes na carne sujando metade do rosto, as bochecas, o queixo e o nariz. Era preciso comê-lo como se deve e saboreá-lo em homenagem aos deuses das frutas tropicais.

Apague a luz a respire fundo

Quero agradecer a todo vocês pela fantástica semana de despedida que tive. Foram maravilhosas todas as demosntrações de carinho que recebi. Eu me senti muito querida e muito amada. Vocês me fizeram sentir muito forte e pronta para encarar qualquer parada. Um beijo grande a todos e nos vemos nesse mundo pequeno.