Inevitável não se sentir como uma criança. Ando pelas ruas compro pão, chocolates, castanholas - hoje comprei castanholas e comecei a praticar - jamaicanos no Retiro, com sotaque indecifrável, me perguntam : Está procurando por alguém? - não estou só passeando... eles riem. Paquistaneses fazem sinal de cigarros - não tenho... eles riem.
Mas nenhum deles ri mais do que eu, dos velhinhos nas bicicletas ergométricas/banco de praça, das meninas tããão maquiadas, chineses, as tartarugas em Atocha, da vida, da gente, da pressa, do calor que aumenta e os enormes casacos que trouxe e já não são mais necessários. Mas na sexta feira só se trabalha até a hora do almoço, que é às 3 da tarde.
Olho tudo, toco, mexo, pergunto - picoletos? - sorrisos amistosos e miradas raras mas a minha sede de perguntar e andar pela rua não tem fim.
O Prado, grão de bico, mas tudo nesse país leva tomate? Espaguetti com pão? Meu reino por um Perfex. E por um chuveiro preso em cima. Hippies, ocupas, punks, pijos, gente rica, muito rica, mendigos na rua, com todo o frio que faz a noite. Cerveja, cidra e cigarros por todos os lados, mas tudo com muito jamón.
Reafirmo meu prazer em ler sua forma de descrever a vida.
ResponderExcluirBeso
LC
Ai...me deu uma saudade...
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