Num fabuloso golpe de sorte do destino, daqueles somente comparáveis ao reencontro no dia 1º de janeiro com o outro pé de havaianas que você havia perdido na praia na noite de Reveillón, eu consegui um trabalho. Estou trabalhando numa consultora de arte/galeria e meu trabalho consiste em montar exposições, tirar fotos dos quadros, montar apresentações para vendê-los a possíveis clientes, estabelecer um plano de publicidade para a galeria, ou seja, um pouco de tudo, como sempre…nem parece que eu saí do Brasil. Com a grana do meu primeiro salário eu comprei uma bicicleta. Ela é pequena, dobrável, toda de alumínio e eu vou na magrela todos os dias para o escritório. Acho o máximo, mas os motoristas de Madrid não concordam muito com isso. Eles me ultrapassam em ruas estreitas, buzinam e um taxista sem coração quase me jogou no canteiro.
Menos mal que eu não sou a única a sofrer com esses percalços diários sobre duas rodas e esse último fim de semana prolongado teve BICICRÍTICA. Uma biciata, passeata em bicicletas, pelas ruas da cidade. Foi super divertido, gente colorida, fantasiada, crianças, palhaços e o mais completo caos viário em Madrid.
O que eu acho mais interessante nos ativistas do primeiro mundo é que eles tem um senso de humor quase infantil. Foram programadas duas biciatas uma na quinta feira às 8 horas da noite, quando a cidade inteira voltava do trabalho, ou tentava sair de viagem. A segunda foi programada para começar às 6 da tarde de sábado, duas horas antes da final da Liga Espanhola, com o clássico dos clássicos, Real Madrid x Barcelona e toda a cidade estava na rua ou indo para o estádio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário